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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Proposta dos bispos do Líbano para acabar com a crise na Síria

Link para a notícia original http://noticiascatolicas.com.br/proposta-dos-bispos-do-libano-para-acabar-com-a-crise-na-siria.html

Para acabar com a crise na Síria é necessário aplicar o modelo libanês, que é um exemplo da grande coexistência entre raças e religiões. Isso é indicado pelos bispos maronitas ao expressar a sua preocupação com a hipótese de uma divisão da Síria em setores com base em religiões ou raças.
Esta é a proposta nascida da reunião dos bispos na sede patriarcal de Bkerké, Líbano, sob a presidência do Cardeal Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Bechara Boutros Rai.
Em quatro anos de guerra civil, mais de 250 mil vítimas, das quais pelo menos um terço são civis. Somam-se os 4 milhões de refugiados, muitos dos quais emigraram para o Líbano.
“As vozes sobre a hipótese de um novo mapa da Síria não são promissoras para o futuro da paz na região. A solução proposta não é boa”, disse o comunicado no site, divulgado pela Agência Fides e retomado pelo Osservatore Romano.
Os bispos sugerem, portanto, ver a experiência histórica de coexistência no Líbano, que apesar de seus limites e crises, permitiu que todas as comunidades religiosas tenham se envolvido na gestão da vida pública.
Os bispos maronitas garantem que somente a busca de sistemas institucionais capazes de garantir o equilíbrio entre as diferentes realidades raciais e religiosas poderá salvar toda a região da perspectiva ruinosa de um conflito permanente e generalizado.
No comunicado, os bispos reiteram o seu apoio a todas as forças de segurança do Líbano, e somam-se à voz dos patriarcas que durante este último ano fizeram muitas chamadas para sair do impasse político que se criou em torno da eleição para novo presidente da República.
O patriarca maronita no seu sermão dominical na cidade de Bkerké, alertou para o perigo de uma instabilidade financeira e econômica devido aos vetos que impedem a nomeação de um novo chefe de Estado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O segredo sobre o inferno.

Texto original em  http://www.comshalom.org/o-segredo-sobre-o-inferno/

Conheça o site da Comunidade Shalon http://www.comshalom.org/
Padre Gabriele Amorth conta a vez em que o diabo discutiu com o Padre Candido sobre o inferno
gabriele amorth
Padre Gabrielle Amorth
Está em andamento a causa da beatificação do Padre Candido Amantini, sacerdote passionista, exorcista de Roma durante 36 anos. O seu mais célebre estudante (considerado também seu sucessor) é o Padre Gabriele Amorth, 89 anos. Padre Amorth, autor do livro “O último Exorcista”, relembra quando o diabo começou a discutir com o Padre Candido sobre o inferno. Eis a entrevista.
Padre Amorth, o senhor está feliz com a abertura do processo de beatificação do Padre Candido?
É uma grande alegria, porque o Padre Candido era um homem de Deus! Sempre sereno, sempre sorridente, nunca bravo, nem mesmo com o demônio! Ele estava na boca de todos, muito conhecido em Roma, exorcizou por 36 anos sem nunca parar.
O que o senhor lembra do seu mestre?
Ele era cheio de carismas especiais. Por exemplo, para ele bastava olhar uma fotografia para entender se uma pessoa precisava de exorcismo ou de um tratamento médico.
Em qual sentido?
Eu te conto um exemplo. Um dia eu estava com ele, e me mostrou três fotos que lhe levaram. Pegou a primeira, que tinha um homem e me disse: “Vê, Padre Amorth?”, e eu: “Não vejo nada, Padre Candido”. Ele me respondeu: “Vê? Este homem aqui não precisa de nada”. Depois pegou uma foto de uma mulher e me perguntou de novo: “Vê, Padre Amorth?”, e eu ainda repeti: “Eu não estou entendendo nada, Padre Candido”. A resposta foi: “esta mulher precisa de muitas curas médicas, deve ir aos médicos, não aos exorcistas”. Por fim pegou a terceira foto que tinha uma jovem e novamente me perguntou: “Vê, Padre Amorth? Esta jovem precisa de um exorcista, vê?”, e lhe respondi: “Padre Candido. eu não vejo nada! Vejo somente se uma pessoa é bonita ou feia. E, se devo ser sincero, esta menina não é tão má assim!”, e ele sorriu. Fiz uma brincadeira, mas ele tinha entendido que aquela jovem precisava de Deus.
Antes o senhor disse que o Padre Candido nunca ficava bravo, nem com o diabo. Satanás tinha medo dele?
É como se tivesse medo, tremia diante dele e escapava rápido. O diabo na verdade tem medo de todos nós, basta que uma pessoa viva na graça de Deus!
O senhor obviamente assistiu aos exorcismos do Padre Candido…
Claro! Estive com ele por 6 anos. Fui nomeado exorcista em 1986 e desde aquele ano comecei a exorcizar junto com ele. Depois, em 1990, dois anos antes que ele morresse, iniciei a exorcizar sozinho porque ele não praticava mais. Quando alguém ia até ele, respondia: “Vai até o Padre Amorth”. Por isso sou considerado seu sucessor.
O Padre Candido era irônico com o diabo?
Quero lhe contar um episódio muito importante para você compreender a verdade. Você precisa saber que quando existe uma possessão diabólica, entre o exorcista e o demônio existe um diálogo. Satanás é um grande mentiroso, mas às vezes o Senhor o obriga a dizer a verdade. Uma vez o Padre Candido estava libertando uma pessoa após tantos exorcismos e com a sua veia irônica disse ao diabo: “Saia daí que o Senhor preparou para você uma casa bem quentinha, preparou-lhe uma casa onde não sentirá frio”. Mas o demônio o interrompeu e respondeu: “Você não sabe de nada”.
O que ele queria dizer?
Quando o diabo interrompeu o sacerdote com uma frase assim, quer dizer que Deus o obrigou a dizer a verdade. E desta vez era importantíssimo. Frequentemente eu sinto de perguntar aos fiéis: “Mas como é possível que Deus tenha criado o inferno, por que pensou em um lugar de sofrimento?”. E naquela vez o demônio respondeu às provocações do Padre Candido revelando uma verdade importante sobre o inferno: “Não foi Ele, Deus, que criou o inferno! Fomos nós. Ele nem mesmo tinha pensado!”. Ou seja, no plano de criação de Deus não existia a criação do inferno. Quem o criou foram os demônios. Até eu, muitas vezes durante os exorcismos, perguntei ao demônio: “Você também criou o inferno?”. E a resposta é sempre a mesma: “Todos nós colaboramos”.
Quais conselhos o Padre Candido lhe deu?
Ele me deu muitos conselhos, sobretudo nos últimos dois anos de vida. O mais importante? Ser um homem de fé, rezar e pedir sempre a intercessão de Maria Santíssima. E depois, ser sempre humilde, porque o exorcista deve ser consciente de não valer nada sem Deus. Quem traz a eficácia ao exorcismo é o Senhor. Se Ele não fizer a intervenção, o exorcismo não vale nada.
[FONTE: http://stanzevaticane.tgcom24.it]

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nossa Senhora do Rosário

Texto publicado originalmente no site https://padrepauloricardo.org/episodios/memoria-de-nossa-senhora-do-rosario 

Clique no link abaixo para o texto original.

Conheça o site do Padre Paulo Ricardo.

 Memória de Nossa Senhora do Rosário 

https://www.youtube.com/watch?v=fexSRN-Nmc4#action=share



A Igreja, celebrando hoje a memória de Nossa Senhora do Rosário, nos propõe uma página de São Lucas que ilumina a récita piedosa e tradicional do santo Terço. O Evangelho deste dia traz justamente o episódio da saudação angélica, que imortalizou uma das mais singelas e conhecidas orações católicas: a "Ave-Maria". É importante termos em mente, antes de tudo, que este trecho de São Lucas é único; trata-se, com efeito, do único passo de toda a Sagrada Escritura em que um anjo se dirige elogiosa e humildemente a um ser humano. À exceção desta, todas as demais narrativas bíblicas apresentam um anjo a chamar a atenção do homem, a adverti-lo, mas nunca a elogiá-lo. O Evangelista Lucas, no entanto, nos mostra aqui o Arcanjo São Gabriel a chamar à Virgem Maria "cheia de graça" (κεχαριτωμένη). Ele enfim encontrara alguém dentre os homens que amasse a Deus mais do que ele próprio era capaz de amar. Daí a surpresa, a como que admiração que Gabriel deixa transparecer neste seu encontro com uma criatura cujo amor a faz transbordar de graça.
Repetir estas palavras do anjo—"Ave, cheia de graça!"—é também uma arma espiritual, como São Pio de Pietrelcina chamava ao Rosário. Mas uma arma para quê? contra quem, afinal? "Não é contra homens de carne e de sangue", responde São Paulo, "mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares" (Ef 6, 12). O Rosário, nesse sentido, faz frente a Lúcifer e seus demônios: joga-lhes em rosto a grandeza da Virgem Maria; fere-lhes o orgulho ao mostrar como Nossa Senhora pôde, pela humildade e pelo amor, tornar-se Rainha do Céu e da terra. Devido a este imenso amor que a Virgem tem por Deus, Gabriel lhe diz: "O Senhor é contigo." Maria está com Deus, ela O vê face a face, O ama para sempre, goza de Sua companhia. E como isso deve enfurecer a Satanás, que por soberba rejeitara a Deus e se fechara em si mesmo! Como as palavras de Gabriel devem fazer roer de inveja estes pobres demônios, que nunca viram nem nunca verão o rosto do Senhor!
Esta verdade do amor de Deus no coração de Maria é uma das mais eficazes armas conta as investidas do diabo, contra os ataques daqueles que não podem aceitar que não é orgulho, mas somente a humildade que nos faz reinar com Deus. Rezemos, pois, o Rosário todos os dias e peçamos à Virgem Santíssima, que roga por nós e nos deseja ver junto de si na glória celeste, o seu doce auxílio agora, mas sobretudo na hora de nossa morte.