Entre as aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (1830) e a de Nossa Senhora em Lourdes (1858) há um elo unidade muito profunda.
A ponto de uma ser continuidade da outra, dentro de uma cadeia de aparições que incluem a de Nossa Senhora de La Salette (1846) e a de Nossa Senhora de Fátima (1917), para citar as principais.
Quando Santa Catarina Labouré ‒ a vidente de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa ‒ soube, em Paris, das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, exclamou: “É a mesma!”.
A santa lamentou várias vezes que não se tivesse construído na Rue du Bac o santuário dedicado à Medalha Milagrosa, pedido pela Mãe de Deus: “Se os superiores tivessem querido, a Santa Virgem teria escolhido nossa capela” para operar os milagres de Lourdes, disse em outra ocasião.
Para Santa Catarina, Nossa Senhora escolheu Lourdes para suprir a falta de interesse das autoridades religiosas de Paris pelo pedido de Nossa Senhora.
Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.
Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.
Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre
Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:
“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.
“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.
Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhora
“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ….
“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.
“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant’Ana …
“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem…
Altar da aparição e poltrona onde Nossa Senhora sentou
“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: …. ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus … Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações…
“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).
“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas… sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem… O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.
“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.
“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas…
Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.
“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).
“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.
“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.
Continua no próximo artigo: Os milagres em série de Nossa Senhora com a Medalha Milagrosa lembram Lourdes
Pela primeira vez na história da Igreja não será preciso ir a Roma para receber as indulgências referentes à passagem pela Porta Santa. O Jubileu da Misericórdia começa nesta terça-feira, 8, no Vaticano, e até o dia 20 de novembro de 2016, os fiéis poderão receber as graças jubilares em qualquer diocese do mundo.
O vice-presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger, explica que a expressão “Porta Santa” se refere propriamente às quatro Portas Santas das Basílicas papais: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros, que ficam sempre fechadas e são abertas somente por ocasião de um Ano Santo. Porém, em cada diocese, na Catedral e/ou Santuário, será aberta a Porta da Misericórdia.
“[Esta Porta] ficará aberta para a passagem de todos aqueles que quiserem, com este gesto, expressar seu desejo de se deixar abraçar por Jesus Cristo. Ou, como escreveu o Papa Francisco na Bula ‘Misericordiae Vultus’, qualquer pessoa que passar pela Porta da Misericórdia ‘poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança’ (nº 3)”, explica Dom Krieger.
Dom Murilo esclarece que, para alcançar as graças é necessário, além do sincero desejo do fiel de não pecar mais e de buscar uma mudança radical de vida, que ele se confesse (em qualquer igreja, não necessariamente onde está a Porta da Misericórdia), participe da Eucaristia, reze nas intenções do Santo Padre e realize obras de misericórdia.
De forma especial, o Papa Francisco estendeu os benefícios das indulgências para os presos. “Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade”, explicou o Santo Padre na Carta na qual concede a indulgência para o ano jubilar.
O Ano Santo é vivido na Igreja Católica a cada 25 anos, o último foi o Jubileu do ano 2000. Entretanto, Francisco convocou este de forma extraordinária, como já o fizeram outros Papas da Igreja [Saiba mais sobre os jubileus anteriores].
Para acabar com a crise na Síria é necessário aplicar o modelo libanês, que é um exemplo da grande coexistência entre raças e religiões. Isso é indicado pelos bispos maronitas ao expressar a sua preocupação com a hipótese de uma divisão da Síria em setores com base em religiões ou raças.
Esta é a proposta nascida da reunião dos bispos na sede patriarcal de Bkerké, Líbano, sob a presidência do Cardeal Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Bechara Boutros Rai.
Em quatro anos de guerra civil, mais de 250 mil vítimas, das quais pelo menos um terço são civis. Somam-se os 4 milhões de refugiados, muitos dos quais emigraram para o Líbano.
“As vozes sobre a hipótese de um novo mapa da Síria não são promissoras para o futuro da paz na região. A solução proposta não é boa”, disse o comunicado no site, divulgado pela Agência Fides e retomado pelo Osservatore Romano.
Os bispos sugerem, portanto, ver a experiência histórica de coexistência no Líbano, que apesar de seus limites e crises, permitiu que todas as comunidades religiosas tenham se envolvido na gestão da vida pública.
Os bispos maronitas garantem que somente a busca de sistemas institucionais capazes de garantir o equilíbrio entre as diferentes realidades raciais e religiosas poderá salvar toda a região da perspectiva ruinosa de um conflito permanente e generalizado.
No comunicado, os bispos reiteram o seu apoio a todas as forças de segurança do Líbano, e somam-se à voz dos patriarcas que durante este último ano fizeram muitas chamadas para sair do impasse político que se criou em torno da eleição para novo presidente da República.
O patriarca maronita no seu sermão dominical na cidade de Bkerké, alertou para o perigo de uma instabilidade financeira e econômica devido aos vetos que impedem a nomeação de um novo chefe de Estado.
Padre Gabriele Amorth conta a vez em que o diabo discutiu com o Padre Candido sobre o inferno
Padre Gabrielle Amorth
Está em andamento a causa da beatificação do Padre Candido Amantini, sacerdote passionista, exorcista de Roma durante 36 anos. O seu mais célebre estudante (considerado também seu sucessor) é o Padre Gabriele Amorth, 89 anos. Padre Amorth, autor do livro “O último Exorcista”, relembra quando o diabo começou a discutir com o Padre Candido sobre o inferno. Eis a entrevista.
Padre Amorth, o senhor está feliz com a abertura do processo de beatificação do Padre Candido?
É uma grande alegria, porque o Padre Candido era um homem de Deus! Sempre sereno, sempre sorridente, nunca bravo, nem mesmo com o demônio! Ele estava na boca de todos, muito conhecido em Roma, exorcizou por 36 anos sem nunca parar.
O que o senhor lembra do seu mestre?
Ele era cheio de carismas especiais. Por exemplo, para ele bastava olhar uma fotografia para entender se uma pessoa precisava de exorcismo ou de um tratamento médico.
Em qual sentido?
Eu te conto um exemplo. Um dia eu estava com ele, e me mostrou três fotos que lhe levaram. Pegou a primeira, que tinha um homem e me disse: “Vê, Padre Amorth?”, e eu: “Não vejo nada, Padre Candido”. Ele me respondeu: “Vê? Este homem aqui não precisa de nada”. Depois pegou uma foto de uma mulher e me perguntou de novo: “Vê, Padre Amorth?”, e eu ainda repeti: “Eu não estou entendendo nada, Padre Candido”. A resposta foi: “esta mulher precisa de muitas curas médicas, deve ir aos médicos, não aos exorcistas”. Por fim pegou a terceira foto que tinha uma jovem e novamente me perguntou: “Vê, Padre Amorth? Esta jovem precisa de um exorcista, vê?”, e lhe respondi: “Padre Candido. eu não vejo nada! Vejo somente se uma pessoa é bonita ou feia. E, se devo ser sincero, esta menina não é tão má assim!”, e ele sorriu. Fiz uma brincadeira, mas ele tinha entendido que aquela jovem precisava de Deus.
Antes o senhor disse que o Padre Candido nunca ficava bravo, nem com o diabo. Satanás tinha medo dele?
É como se tivesse medo, tremia diante dele e escapava rápido. O diabo na verdade tem medo de todos nós, basta que uma pessoa viva na graça de Deus!
O senhor obviamente assistiu aos exorcismos do Padre Candido…
Claro! Estive com ele por 6 anos. Fui nomeado exorcista em 1986 e desde aquele ano comecei a exorcizar junto com ele. Depois, em 1990, dois anos antes que ele morresse, iniciei a exorcizar sozinho porque ele não praticava mais. Quando alguém ia até ele, respondia: “Vai até o Padre Amorth”. Por isso sou considerado seu sucessor.
O Padre Candido era irônico com o diabo?
Quero lhe contar um episódio muito importante para você compreender a verdade. Você precisa saber que quando existe uma possessão diabólica, entre o exorcista e o demônio existe um diálogo. Satanás é um grande mentiroso, mas às vezes o Senhor o obriga a dizer a verdade. Uma vez o Padre Candido estava libertando uma pessoa após tantos exorcismos e com a sua veia irônica disse ao diabo: “Saia daí que o Senhor preparou para você uma casa bem quentinha, preparou-lhe uma casa onde não sentirá frio”. Mas o demônio o interrompeu e respondeu: “Você não sabe de nada”.
O que ele queria dizer?
Quando o diabo interrompeu o sacerdote com uma frase assim, quer dizer que Deus o obrigou a dizer a verdade. E desta vez era importantíssimo. Frequentemente eu sinto de perguntar aos fiéis: “Mas como é possível que Deus tenha criado o inferno, por que pensou em um lugar de sofrimento?”. E naquela vez o demônio respondeu às provocações do Padre Candido revelando uma verdade importante sobre o inferno: “Não foi Ele, Deus, que criou o inferno! Fomos nós. Ele nem mesmo tinha pensado!”. Ou seja, no plano de criação de Deus não existia a criação do inferno. Quem o criou foram os demônios. Até eu, muitas vezes durante os exorcismos, perguntei ao demônio: “Você também criou o inferno?”. E a resposta é sempre a mesma: “Todos nós colaboramos”.
Quais conselhos o Padre Candido lhe deu?
Ele me deu muitos conselhos, sobretudo nos últimos dois anos de vida. O mais importante? Ser um homem de fé, rezar e pedir sempre a intercessão de Maria Santíssima. E depois, ser sempre humilde, porque o exorcista deve ser consciente de não valer nada sem Deus. Quem traz a eficácia ao exorcismo é o Senhor. Se Ele não fizer a intervenção, o exorcismo não vale nada.
A missão do Terço dos Homens é resgatar para o seio da Igreja de Cristo, homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e de uma sociedade cristã.
O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção. A oração do terço, além de nos conduzir para a oração, leva-nos a meditar sobre os principais mistérios da redenção que Cristo nos oferece.
Com a meditação do mistério redentor, também lembramos Maria de Nazaré, que assumiu a maternidade divina fazendo a vontade de Deus, dando-nos o Salvador. Este foi o jeito que o Pai escolheu para nos dar seu único Filho.
O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção.
Todas as quartas às 19:30, compareça, convide seus amigos.
Missas Dominicais 8h00 - 10h30 - 18h00 Hora Santa e 18h30 Santa Missa Missas durante a semana Terça e Quinta-feira: 8h00 Quarta e Sexta-feira: 19h00 Sábado: 17h00 Grupo de oração Terça-feira: 19h00 Terço dos homens Quarta-feira: 19h30 Confissões Quarta e Sexta-feira: 18h00 Sábado: 16h00 Na impossibilidade de estar nestes horários, procurar o sacerdote para organizar a melhor oportunidade